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Panorama Educacional em Minas Gerais: Dados do CENSO da Educação 2023

Segundo dados do CENSO da Educação Básica de 2023, das 10 maiores escolas em número de alunos em Minas Gerais, 6 são de Belo Horizonte, uma é de Ibirité, uma é de Poços de Caldas, e duas são de Juiz de Fora. O Colégio Santo Agostinho, instituição privada de BH, está em primeiro lugar (3.512 alunos), seguido por mais duas escolas privadas da mesma cidade. Representando o Sul de Minas, o Colégio Municipal Dr. José Vargas de Souza, em Poços de Caldas, está em 8° lugar em MG, com 2.180 alunos. Na microrregião de Varginha, a Escola Estadual Américo Dias Pereira, em Três Corações, lidera com 1.305 alunos, seguida pela Escola Municipal São José, em Varginha, com 1.264 alunos.

Em Minas Gerais, no total, foram quase 4 milhões de alunos matriculados em 2023, sendo 846.056 no ensino infantil, 2.336.487 no ensino fundamental e 712.287 no ensino médio. Dessas matrículas, 45,3% estão na rede municipal, 37,7% na rede estadual e 16,2% na rede privada de ensino. As matrículas nas redes federais representam apenas 0,7% dos alunos. Ao desdobrar os dados, observa-se que, no ensino infantil, 74,4% estão na rede pública, contra 25,5% na rede privada. Já para o ensino fundamental, 48,2% estão na rede pública municipal, 37,5% na rede estadual e 14,2% na rede privada. Para o ensino médio, 84,4% dos alunos estão na rede estadual, enquanto 11,4% estão na rede privada e 3,5% na rede federal de ensino. Intermediando todo esse processo de ensino, temos quase 300 mil professores no estado.

Quem são os alunos do ensino básico? 49,85% são mulheres e 50,14% são homens. Quanto à raça declarada, pardos lideram com 1.930.217 matrículas, seguidos por brancos com 1.466.237, e por negros com 261.273. Há ainda um pequeno percentual de amarelos e aqueles que não declararam raça.

Outros dados chamam a atenção: 44,8% das escolas no estado disponibilizam acesso à internet para uso dos alunos. Na microrregião de Varginha, o percentual sobe para 49,7%, ficando à frente da microrregião de Pouso Alegre (45,6%) e da microrregião de Poços de Caldas, que fica abaixo da média estadual, com apenas 41,5%.

Um ponto que chama a atenção são os dados de atendimento a alunos especiais e a acessibilidade das escolas. No estado, 81,7% das escolas não oferecem atendimento educacional especializado (AEE). Na microrregião de Varginha (71,3%) e de Poços de Caldas (78,5%), os números são um pouco melhores, já para a região de Pouso Alegre, os números são mais preocupantes, com 84,6% das escolas não ofertando o serviço. No quesito de acessibilidade, 62% das escolas no estado possuem rampas e 56,4% possuem corrimão. Quanto ao piso tátil, apenas 9,1% das escolas possuem (5,3% entre as escolas da rede estadual, 6,2% das escolas municipais, 61,2% das escolas federais e 18,1% entre as escolas privadas).

Os dados apresentados mostram o grande peso das escolas públicas no atendimento à população, e ao mesmo tempo a grande responsabilidade na condução de um ensino de qualidade. Observa-se que a responsabilidade nesta condução muda de acordo com as etapas de ensino, sendo o ensino infantil e fundamental anos iniciais de maior responsabilidade das prefeituras municipais, já o ensino fundamental anos finais e ensino médio ficam entre o estado e a federação, sendo este último ligado a institutos federais e escolas técnicas.

O ensino privado representa ainda uma fatia pequena perante ao universo de estudantes no estado, ficando com parcelas da população com renda acima da média, o que possibilita maiores gastos educacionais com a família.

Olhando para as principais regiões do Sul de Minas, destaca-se a microrregião de Varginha, com melhores condições estruturais para os alunos, enquanto a microrregião de Pouso Alegre apresenta maiores dificuldades. Por fim, vale ressaltar as questões estruturais no sentido de modernização com acesso à internet, ainda limitado em várias escolas, e na acessibilidade aos alunos especiais, que ficam mais evidentes nas escolas públicas. 

Dados segmentados por escolas ou municípios podem ser consultados diretamente com os especialistas do Geesul, através do [email protected].

Guilherme Vivaldi, Fundador do Geesul, Mestre em Gestão e Desenvolvimento Regional e Especialista em Análise de Dados.

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